Carboidratos e nossa relação de amor e ódio

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Postado em 4 de April de 2016


Olá pessoal, tudo bem?

Na noite passada estava conversando com uma amiga e nos lembramos da nossa sensação pós festas de fim de ano. Parece que comemos de tudo e mais um pouco em apenas duas semanas. É terrível né?

Primeiramente, não sei vocês, mas eu, antes do natal, faço a lista de coisas que quero comer. Gente, a lista é vasta mesmo.  Esqueço – me da dieta e das restrições mentais (por um momento) e começo: quero o bacalhau da vovó, perú da fulana de tal, sobremesa da madrinha, arroz com champanhe da tia, salpicão da mamãe, castanhas e todos os tipos de castanhas, rabanada …e por aí vai.  Parece que temos alimentos (e desejos) específicos do natal e os deixamos “escondidos” durante todo o ano.

Certa vez estava num cruzeiro e todos os dias um senhor, logo no café da manhã (e no decorrer do dia também :x) comia como se não houvesse amanhã. Eu observava aquilo e ficava impressionada. Um dia estava em sua frente no buffet, eu com o prato ainda vazio e ele com seu prato lotado, e o escutei falar com seu filho: Carboidratos, as vezes eu os amo e as vezes, os odeio. Foi geral, a fila inteira começou a rir e logicamente eu também.

Conto essa história porque no dia 25 de dezembro, pela manhã, eu tinha o mesmo pensamento daquele senhor que tanto critiquei. Comi como se não houvesse amanhã!!! E depois estava com aquela sensação de ódio por tudo o que comi. Depois, quando meu querido estômago conseguiu digerir toda a “bomba” e meu intestino voltou a funcionar com “alguém” normal, comecei a refletir .

Calma, não podia odiar tanto os carboidratos, eles compõem uma dieta equilibrada, eu quem precisava incluir os que amava no natal, ao longo do meu ano, assim, não cometeria tantos exageros. Dizia para mim mesma: Está tudo errado. Não pelo fato de eu ter comido, mas sim por eu não ter me permitido, ao longo do ano, esses pequenos prazeres. Poxa, se eu amo rabanada, porque deixa-las só para o final do ano? Existem milhares de receitas na internet e eu podia tê-las disfrutados ao longo do ano e no tão querido dia 24, comeria menos. Acredito que eu e aquele senhor do navio tínhamos o mesmo problema: não entendíamos sobre o meio termo.

Vejo que o tal meio termo se aplica em tudo, nas atividades físicas, trabalho, saúde, relacionamentos, férias, dieta, enfim, em tudo o que vocês possam imaginar. Precisamos encontrar o equilíbrio e, definitivamente, entrar em harmonia com nosso corpo e mente.

Para hoje, permita –se , organize-se,  Moovup-se.